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Dois tradicionais clubes do futebol brasileiro caminham para o ostracismo

6/3/2018

Dois tradicionais clubes do futebol brasileiro caminham para o ostracismo

Dois dos mais tradicionais clubes do futebol brasileiro, América-RJ e Portuguesa-SP convivem com a ameaça de se tornarem meras lembranças da infância de um certo amante do futebol

Maracanã, 18 de fevereiro de 1987. No jogo de volta de uma das semifinais do Campeonato Brasileiro do ano anterior, o América-RJ, apoiado por mais de 79 mil torcedores rubros e de outros clubes do Rio, pressionou bastante, mas amargou uma eliminação ao ficar no 1 a 1 com o São Paulo, que, mais tarde, viria a conquistar aquela competição.

Olímpico, 15 de dezembro de 1996. Diante de quase 40 mil pessoas, a Portuguesa-SP vinha de um 2 a 0 a seu favor no Morumbi quatro dias antes e poderia até ser derrotado por um gol de diferença pelo Grêmio para assegurar o título daquele Brasileirão. Apesar dos donos da casa terem aberto o placar logo no início, o time do Canindé segurava a vantagem. Até que, aos 38 minutos, depois de lançamento na área e rebatida da zaga, Aílton, com um chute forte de esquerda, vencia o bom goleiro Clemer e acabava com o sonho mágico da Lusa.

Os relatos acima mostram passagens marcantes desses dois tradicionais clubes do futebol nacional. O presente, no entanto, não traz boas notícias. Antes considerados grandes, América-RJ e Portuguesa-SP, considerados os segundos times da maioria dos torcedores de Rio e São Paulo, respectivamente, caminham, a passos largos, para se tornarem meras e lindas recordações.

Neste domingo, pela última rodada do Grupo X, o América precisava vencer o Bonsucesso no estádio de Moça Bonoita para garantir a sua permanência na elite do Campeonato Carioca. Ao final dos noventa minutos, porém, a equipe de Campos Sales, rua do tradicional bairro da Tijuca, zona norte do Rio, não saiu de um empate de 1 a 1. Uma derrota do Goytacaz para o Resende ainda salvaria o time rubro, mas, para decepção do time do jornalista José Trajano, do autor de novelas da Rede Globo, Gilberto Braga e de Lamartine Babo, autor dos hinos de todos os clubes da Cidade Maravilhosa, o Azul e Branco de Campos fez valer o mando de campo e derrotou a equipe do Sul Fluminense por 1 a 0. Era decretado o quarto rebaixamento daquele que, por sete vezes, foi o maior dos grandes do futebol carioca.

Quase paralelamente ao drama do América-RJ, a Portuguesa-SP dava continuidade ao seu calvário iniciado em dezembro de 2013 com a queda para a Série B do Campeonato Brasileiro. Jogando no Canindé, a Lusa não saiu de um empate diante do Taubaté, curiosamente também por 1 a 1. Consequência disso? Entrada na zona de rebaixamento para a Série A3, a terceira divisão do Campeonato Paulista.

Para evitar mais esse vexame, a Portuguesa-RJ, que, em 2018, já não disputará qualquer série do Brasileiro, necessita praticamente vencer todos os cinco jogos restantes da Série A2: Rio Claro e Penapolense fora, depois Juventus e Guarani no Canindé e, por último, o Sertãozinho na região de Ribeirão Preto.


Tristes situações para equipes que contaram com alguns dos principais ‘monstros sagrados’ do futebol brasileiro. Que falar de Edu, irmão de Zico, ídolo eterno do Flamengo, com a camisa do América-RJ? Como esquecer do príncipe Ivair, de Enéas, nobres envergadores da gloriosa tricolor lusitana? Os amantes do ‘esporte-bretão’ com mais de 40 anos e frequentadores de arquibancadas entendem o sentimento do autor dessa humilde crônica e torcem para duas históricas bandeiras não se transformem em doces recordações da infância.

Fonte: Brasilkk

 

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